quinta-feira, 22 de abril de 2010

Glee-zarro


Após assistir à primeira metade da temporada de “Glee”, já me sinto sufocada por não ter feito, ainda, críticas e elogios à série. Aqui vou eu:

Como gosto muito de música e histórias, quando soube sobre a série-musical que iria começar na Fox, fiquei extremamente feliz, pensando que finalmente tinham criado um mix de música e atuação digno de se ver na televisão.

Nos primeiros capítulos, fui me interessando pelas músicas, e comecei a notar que a história era um tanto quanto inconstante. Digo isso porque os personagens não tem um caráter exatamente definido: Finn e Rachel – os protagonistas, mudam as idéias e as maneiras de pensar como trocam de roupa, e isso é pecar demais na construção de uma história para mim. Cada episódio é uma personalidade diferente, como se os personagens fossem marionetes da seleção de músicas escolhidas para os episódios.

Rachel é cheia de fazer micagens enquanto encena ou canta – é teatral demais – e eu, sinceramente, acho que isto também não combina com seriados de tevê.

A burrice ou ignorância dos personagens também me estressa um pouco. Nunca engoli a história patética de um garoto acreditar que pode engravidar uma menina porque nadou com ela em uma piscina. Perae, isso já é abusar da minha boa vontade de querer tentar gostar do seriado, né?!

Não bastasse isso, a história em si é extremamente infantil. Se você deixar de ouvir as músicas e partir para analisar o enredo, você desiste na hora. Quando há história, é sempre a mesma ladainha de um personagem querendo causar ciúme no outro ou acabar com o rival – coisas bem adolescentes, à lá malhação.

Mas então você começa a prestar a atenção nas músicas. Quando eu já havia desistido de me interessar pela história mal-formulada de Glee, eu comecei a ouvir as músicas e reparar que as vozes tinham todas um “quê” de igual. Comecei a ver vídeos deles ao vivo e perceber que eles cantavam bem demais...

Não duvido de que Rachel tenha o alcance vocal dela, mas Finn tem uma voz ruim de dar pena. Fui ver um vídeo ao vivo deles e descobri que era playback, e fiquei extremamente frustrada (porque você nunca espera que um cantor que você gosta use playback em apresentações ao vivo). Reparei que em todas as músicas há edição de vozes... E é aí que eu queria matar o infeliz que criou um programa para editar vozes de cantores! Eu ainda sou daquelas à moda antiga, sabe? Cantor bom tem que cantar bem ao vivo! Se for uma droga ao vivo, pra mim, não presta – mesmo que o álbum seja bom.

Já me frustrei com Katy Perry, que canta maaaaaal ao vivo; Com Black Eyed Peas, que consegue ser pior; Com Alicia Keyes, que todos acham que é A cantora, e ao vivo é uma negação... Cláudia Leite, no começo de carreira também era uma coitada. Mariah Carey já nem está mais no meu conceito de artista.

Juro que comecei a ver Glee gostando de Glee, gente. Apesar das edições absurdas que eles fazem nas vozes do povo, eu até gosto das versões-karaokê que eles fazem das músicas... Mas eu acho que a fantasia da história e a falta de personagens com personalidade estão me fazendo desistir da série, porque nem das músicas mais eu estou conseguindo gostar.

Um comentário:

  1. Existem aqueles que fazem músicas, e outros que fazem Arte

    Henrique "O Guitarrista Revoltado "

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