segunda-feira, 19 de abril de 2010

A necessidade de criticar...

No meu último post, recebi um comentário anônimo, de alguém revoltado com a vida, que me chamou de ignorante. Disse-me que sou ignorante como todos os religiosos, porque creio em deus, e o fulaninho ainda completou, dizendo que ele não se enquadrava na mesma categoria que nós, cristãos, porque hoje era ateu e acreditava somente na ciência.

Bem, caro amigo, devo lhe dizer que existem vários tipos de ignorância: Existe a cegueira ao que é alheio, e aí encontra-se a ignorância em aceitar ou deixar de aceitar a crença de outras pessoas; Existe a ignorância religiosa, em que a pessoa acredita que deus só salvará determinados tipos de religião, ou que deus não existe e a ciência e a lógica regem o mundo; Existe a ignorância inata ao ser humano, já que todos nós somos burros demais em algum aspecto, e inteligentes em outros. Existe também a ignorância de espírito – e essa, infelizmente, acho que é onde você se enquadra.

Digo isso, primeiro, porque você se enquadra em todas as outras classificações de ignorância: Pode não crer em deus, mas por se dizer ateu acha que tem a opinião certa sobre o mundo, por só acreditar na ciência. É a sua opção viver assim, e são problemas seus, não meus, as escolhas religiosas que você faz ou deixa de fazer. Além disso, você tem a covardia de não se identificar ao fazer uma crítica. Isso passa de ignorância e chega a ser pequenez, pois só pessoas pequenas têm medo de dizer o que pensam e de mostrar a cara quando o fazem. Você se acha muito corajoso a ponto de criticar o meu ponto de vista, mesmo não tendo coragem de dizer quem você é?

Eu não sou militar, não sou nazista, muito menos comunista a ponto de lhe recriminar por você expressar a sua opinião, porque sei que o mundo nunca vai concordar com tudo o que faço ou penso. Sei que o mundo é repleto de pessoas diferentes, e sei que a humanidade só é ignorante como é por não saber aceitar as diferenças entre sua própria raça.

Agora, posso não repreender ninguém por essa pessoa se mostrar (in)diferente a mim, mas reprovo, sim senhor, a covardia das pessoas que sentem prazer em criticar a atitude dos outros, mas sequer são dignas o suficiente a ponto de se identificarem ao fazer a crítica. É muito fácil criticar o trabalho dos outros quando não se tem a capacidade de fazer o mesmo – e isto vemos diariamente com cantores, principalmente. É fácil criticar a educação, quando não se tem educação, porque é muito fácil falar mal de algo que não temos noção do que é.

Caro anônimo, eu sei sobre as minhas crenças, sobre a minha religião e sei sobre ciência. Meus pensamentos entram sim em conflito constantemente, mas eu sigo o equilíbrio natural, e não pendo para um lado da balança quando se trata de assuntos divisores de nações. Já que você pensa assim, em vez de me chamar de ignorante, por que não tenta me explicar o que o faz ser assim? Tente! Eu adoro ouvir as idéias dos outros, e não me ofendo por você acreditar ou não em algo.

Agora, querido, não venha me criticar em minha própria casa sem ter a coragem de dizer quem é, porque um anônimo, pra mim, é um qualquer, é um ninguém perdido pelo mundo. É aquela pessoa que permanece estagnada no tempo, por ter medo de se manifestar. Se você pensa diferente de mim, explique-me o porquê, em vez de partir para a ignorância. Pense em como você é ignorante ao me chamar de ignorante, principalmente porque o seu critério de comparação foi você mesmo.

Um comentário:

  1. Gosto e me entusiasmo ao ver essas discussões! Respeito completamente seu ponto de vista e suas idéias, pois como Voltaire já disse: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
    O fato é que ao escrever as suas opniões publicamente, você ouvirá comentários ridículos como esse, de pessoas que não o conhecimento e a coragem de participar de uma discussão.
    Eu como ateu sei bem disso pois não faço parte da maioria e preconceitos sobre a minha opnião religiosa é o que não falta. Idiotas sempre vão existir, sendo eles crentes ou não crentes. Mas eles sempre serão os ignorantes da história.

    Kid

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