quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Política, pra que te quero?

Chegam os anos pares, e começam as palhaçadas pelas cidades: Pessoal fazendo propaganda política, entregando papelzinho (e sujando as ruas), carros com autofalantes tocando “jingles” irritantes com rimas piores ainda... Uma onda de hipocrisia que não tem tamanho.

Ontem à tarde, vendo o jornal regional aqui da região centro-oeste paulista, deparo-me com os candidatos ao governo do estado fazendo a política “Panis et circenses” pelas cidades de São Paulo, mostrando que são pessoas felizes que só sabem sorrir, além de fingir que vivem como a população normal do país... Foram aos mercadões, comeram pastéis, pão com mortadela... Se bobear, esses políticos comem até churrasquinho grego, dizem que é uma delícia, e sorriem, como se pudessem dizer: “Sou do povo como vocês, como como vocês, vivo como vocês”.

Hipocrisia. Se eu pudesse definir política, faria com apenas uma palavra: Hipocrisia.

Eu odeio política, pra ser sincera. Qualquer tipo: Seja em âmbito nacional, estadual, regional ou estudantil. Não gosto porque não acredito na idoneidade de nenhum dos candidatos; Não gosto porque existe um político em um milhão deles que não vai ser imparcial a tomar alguma decisão. As pessoas, hoje, não sabem fazer política democrática: Manipulam a mente dos eleitores, transformam suas idéias em um mar de rosas, ocultando os lados podres da questão, para que todos pensem que aquela é, se não a única, a melhor solução para os problemas.

O ser humano é corruptível. Poucos são aqueles com caráter, capazes de negar suborno ou chantagens.

O ser humano tem coragem de roubar milhões, matar milhões, fazer todos os tipos de atrocidades físicas ou psicológicas, mas poucos são os que tem coragem de admitir os erros que cometem. Poucos tem caráter para afirmar que roubaram, mataram, extorquiram.

Perdi a fé nos homens, e a política é feita pelos homens. Perdi a fé na política.

Um comentário:

  1. E o foda é que, esse ano, não tem um candidato presidenciável que seja marromenos. Nenhum que você diga "tá, esse é o menos ruim".

    E ainda tenho que ouvir as versões políticas das músicas mais insuportáveis EVER às 8h da madrugada, inclusive aos domingos.

    Não é que eu não goste de política, mas que ela se esforça muito pra ser chata, se esforça, viu?

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