quarta-feira, 3 de novembro de 2010

E quando a juventude é alcoólatra...

Há quem diga que a juventude está perdida. Tem horas que eu acho a mesma coisa... Quando paro para reparar em como os jovens adolescentes e jovens adultos levam suas vidas hoje em dia, sempre me certifico de que os valores se perderam pelo caminho de alguma forma...

Hoje em dia, festas, reuniões de amigos, saídas à noite ou qualquer encontro que envolva mais de duas pessoas virou sinônimo de encher a cara. Todos saem com o intuito de beber, como se abusar do álcool fosse uma maneira de provar que se é adulto, que consegue resistir cada vez mais a doses maiores.

Não sei quando foi que os homens perderam a coragem de dizer e agir como pensam naturalmente, para terem que apelar para uma inibição alcoólica de seus desejos reprimidos para conseguirem expor como realmente são – mas foi isso que aconteceu com a facilidade de se comprar bebidas alcoólicas e a variedade de se arrumar uma desculpa pra beber.

Não sou careta a ponto de não beber. Adoro alguns drinks, vinhos, batidas e licores – mas bebo pouco porque sei meus limites... E a única vez que tentei desafiá-los, detonei o meu fígado e tive uma ressaca memorável.

Não vejo a graça em sair com os amigos e ficar bebendo, bebendo e bebendo, como se nosso organismo fosse movido a álcool e a competição de quem bebe mais fosse uma prova que todos devessem fazer para provarem que conseguem ser fortes. Nunca entendi a graça de beber até banhar todas as células do organismo em álcool e depois sair contando aos amigos que ficou bêbado, caiu, vomitou, entrou em coma alcoólico – como se fosse um troféu a ser erguido.

Podem me chamar de antiquada, de certinha... Não me considero certinha – apenas conheço meus limites e sei – agora como uma boa biomédica – de todos os males que um porre de álcool faz ao organismo. Não tenho intenção de acabar com meu fígado para ficar rindo como bêbada, sendo que eu já o estrago de diversas outras formas.

Sei que cada vez que vejo um grupo de amigos bebendo incontrolavelmente, com o objetivo de se atingir as alturas e ficar chapado, paro e penso que realmente sou uma perdida nesse mundo – porque eu não sou assim, não vejo graça em ser assim e nunca quis ser assim... Mas são poucas as pessoas que também pensam como eu, então eu fico isolada em um mundo habitado por pouquíssimas pessoas, compartilho as mesmas idéias com quase ninguém e... Justamente por isso, fico me perguntando: “Meu deus, o que aconteceu com a humanidade?”.

4 comentários:

  1. Tirou as palavras da minha boca ! Eu também não gosto de exageros com bebidas alcoólicas e sou visto como um mutante por isso. E de fato, muitos jovens dessa geração entraram em um looping de autodestruição sem fim. Lamentável.

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  2. Dá para se divertir sem bebida, sim, mas ela também pode tornar uma noite muito mais engraçada. Não é à toa que a bebida é chamada de lubrificante social. Vai dizer que aquele dia do Kings não foi divertido? =PP

    Eu acho que, se parar no álcool, tá bom. O problema é quando o álcool não é o suficiente.

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  3. Nunca fiquei de ressaca, nem pretendo. Mas não nego sair com amigos pra beber, até mesmo porque o 'beber' é na verdade conversar, pelo menos pra mim.

    Eu sou uma pessoa que naturalmente demora pra entrar em uma conversa, e o álcool, seja ele ingerido por mim ou pelos que estão ao meu redor, deixa o ambiente mais descontraído.

    Não que essa seja a única solução, mas é uma das de mais fácil acesso.

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  4. Acho que o problema é justamente descobrir qual a dosagem certa. Ninguém sabe até ultrapassar o seu limite. Ou então, tem dias que a pessoa está mal e quer mesmo tomar aquele porre pra afogar as mágoas (não que isso resolva), mas é por isso que existem alcoolatras, e amantes de botecos, né? O alcool deixa todo mundo mais soltinho mesmo, inibe o superego, apaga momentaneamente certas dores. É uma droga lícita. Esse assunto dá margem para longos debates.

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