segunda-feira, 22 de novembro de 2010

T.O.C.

Você já parou pra pensar que as coisas são muito mais sujas do que você pensa que são? – Eu não to falando das bacteriazinhas que ficam na sua tábua de carne ou passeiam pela sua escova de dente, porque bicho que faz parte da sua flora (e fauna, vai saber) normal não conta como contaminação.

Mas você já parou pra pensar como é nojento um simples carrinho de supermercado, onde você apóia todas as comidas que você está comprando? Já pensou que, assim como um corrimão de escada rolante, centenas de pessoas já pegaram ali sem lavar as mãos, ou espirraram e logo em seguida colocaram as mãos ali, ou coçaram o cachorro, gato, papagaio... Você já pensou que um homem que foi ao banheiro e não lavou as mãos já pegou num carrinho de supermercado ou segurou no corrimão da escada rolante que você estava segurando?

E quando você vai a algum açougue ou padaria, e o atendente, com a mesma mão que pega sua carne, seu queijo, presunto ou salame já atendeu um telefone, pegou o troco do dinheiro para te dar, coçou a cabeça num momento de canseira e logo em seguida chegou um cliente, e ele voltou ao trabalho sem ter tempo para desinfetar os dedos?

Não tem horas que você os micróbios pulando, fazendo festa, gritando e infestando tudo onde todos tocam?

Pois é.

E você já morreu por ter feito alguma dessas coisas aí acima?

Nem eu. Ainda.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Uma crítica aos musicais brasileiros...

Teatro Abril - SP

Que sou apaixonada por música e musicais, todos sabem. E sabem também que infelizmente não pude ir a muitas peças – São Paulo é mais cara do que longe, e os precinhos dos teatros também são salgadinhos – embora compensem.

De qualquer forma, fico feliz em ver que, principalmente depois de “O Fantasma da Ópera”, o cenário musical dos teatros paulistanos tenha dividido coxias com orquestras.

Devo admitir que quando fui ver “O Fantasma”, fui com um pé atrás. Primeiro porque nunca havia ido a um musical, e segundo porque temia a tradução das letras. Encontrar uma adaptação tão perfeita e fiel às partituras originais foi uma grande emoção. Não sabia que existiam letristas tão bom no Brasil.

Hoje, mudei minha opinião sobre os musicais serem no idioma original. Depois que se assiste a um musical adaptado, não há como conceber a idéia de se fazer um musical em inglês ou francês ou qualquer outra língua. Um musical em português transporta o público para dentro da história, e você, ali sentado na platéia, consegue viver a história sem precisar se preocupar em entender sotaques ou idiomas estranhos.

No entanto, com tantas adaptações, ainda vejo um grande defeito nas obras “brasileiras”. Um pecado sem perdão, eu diria: Não comercializar as canções adaptadas para os musicais. Acho um absurdo não venderem CD’s com as músicas em português – é como se deixassem a história morrer depois que termina a temporada do musical. Por mais que você ame uma peça adaptada, ela se perde quando você não pode mais ouvir as músicas que a entoaram – e você volta então a ouvir no idioma original (geralmente em inglês), para manter consigo pelo menos a história.

Notei este pecado quando fui ver “O Fantasma”, vi que ele se repetiu em “Cats” e sinto que ele permanecerá em “Mamma Mia!”.

Poxa vida, pessoal que organiza os musicais brasileiros: Não nos deixem novamente sem a trilha sonora do musical depois que ele acabar! As músicas ficam lindas, as adaptações, perfeitas. Por que vocês não comercializam um álbum com as canções?

Eu sei que “Mamma Mia!” já foi gravado em outros idiomas – como espanhol. Vocês acham que o povo brasileiro também não tem sede dessas músicas? Acham que nós não queremos relembrar a história para sempre, e cantar as canções toda vez que bater uma saudade?

Por favor, produção! Não pequem novamente. Façam como o pessoal da “Noviça Rebelde”, que disponibilizou o áudio do musical: FAÇAM UMA VERSÃO DE ESTÚDIO DE MAMMA MIA! - E aproveitem e gravem uma do fantasma também. Muitas chorariam novamente pelo fantasma. Eu adoraria reviver aquela história de amor que não pôde dar certo.

E lembrem-se: Sim, nós compraremos o CD. Só tenham um mínimo de noção quando forem dar um preço a ele.

PS* Para mim, o Teatro Abril é o centro de musicais do Brasil (embora não o único), por isso ilustro esse post com uma foto da fachada do teatro.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

E quando a juventude é alcoólatra...

Há quem diga que a juventude está perdida. Tem horas que eu acho a mesma coisa... Quando paro para reparar em como os jovens adolescentes e jovens adultos levam suas vidas hoje em dia, sempre me certifico de que os valores se perderam pelo caminho de alguma forma...

Hoje em dia, festas, reuniões de amigos, saídas à noite ou qualquer encontro que envolva mais de duas pessoas virou sinônimo de encher a cara. Todos saem com o intuito de beber, como se abusar do álcool fosse uma maneira de provar que se é adulto, que consegue resistir cada vez mais a doses maiores.

Não sei quando foi que os homens perderam a coragem de dizer e agir como pensam naturalmente, para terem que apelar para uma inibição alcoólica de seus desejos reprimidos para conseguirem expor como realmente são – mas foi isso que aconteceu com a facilidade de se comprar bebidas alcoólicas e a variedade de se arrumar uma desculpa pra beber.

Não sou careta a ponto de não beber. Adoro alguns drinks, vinhos, batidas e licores – mas bebo pouco porque sei meus limites... E a única vez que tentei desafiá-los, detonei o meu fígado e tive uma ressaca memorável.

Não vejo a graça em sair com os amigos e ficar bebendo, bebendo e bebendo, como se nosso organismo fosse movido a álcool e a competição de quem bebe mais fosse uma prova que todos devessem fazer para provarem que conseguem ser fortes. Nunca entendi a graça de beber até banhar todas as células do organismo em álcool e depois sair contando aos amigos que ficou bêbado, caiu, vomitou, entrou em coma alcoólico – como se fosse um troféu a ser erguido.

Podem me chamar de antiquada, de certinha... Não me considero certinha – apenas conheço meus limites e sei – agora como uma boa biomédica – de todos os males que um porre de álcool faz ao organismo. Não tenho intenção de acabar com meu fígado para ficar rindo como bêbada, sendo que eu já o estrago de diversas outras formas.

Sei que cada vez que vejo um grupo de amigos bebendo incontrolavelmente, com o objetivo de se atingir as alturas e ficar chapado, paro e penso que realmente sou uma perdida nesse mundo – porque eu não sou assim, não vejo graça em ser assim e nunca quis ser assim... Mas são poucas as pessoas que também pensam como eu, então eu fico isolada em um mundo habitado por pouquíssimas pessoas, compartilho as mesmas idéias com quase ninguém e... Justamente por isso, fico me perguntando: “Meu deus, o que aconteceu com a humanidade?”.