sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ídolos


Há anos que não tenho ídolos e me desinteresso pela vida pessoal dos artistas de que gosto. Acho que meus únicos “amores” loucos foram os Backstreet Boys, quando eu ainda era criança/adolescente, e isso faz mais de 10 anos.

Hoje, não costumo saber mais sobre a vida dos cantores/atores/músicos que admiro. Sei quem são, sei seus nomes, mas só. Costumo saber de suas obras, seus trabalhos - são essas coisas que me atraem... Mas não me perguntem data de nascimento, cidade natal ou cor preferida, porque vou te olhar e dizer: Pra que saber?

Talvez ter consciência da distância real entre mim e um astro me fez entender que se apegar demais às características da pessoa pode te levar a uma paixão solitária. Eu sinto prazer em conhecer as pessoas conversando com elas, mas hoje já não vejo mais a graça de saber tudo sobre alguém apenas por ler o que diz sua biografia. Além disso, acredito que um artista também não deva se sentir muito confortável em encontrar uma pessoa e descobrir que ela sabe mais de sua vida do que ele mesmo diria em uma conversa casual.

Não estou criticando o fanatismo, veja bem. Estou aqui dizendo como eu me sinto em relação às pessoas de que cujo trabalho eu gosto...

Eu adoro Família Lima, mas não faço idéia de quantos anos tenham cada um dos rapazes;

Eu adoro Vivaldi, amo as quatro estações, mas não sei nada de sua vida;

Sou louca por musicais, e acompanho "os passos teatrais" dos grandes nomes dos musicais brasileiros, como Saulo Vasconcelos, Sara Sarres e Kiara Sasso, mas se você me perguntar - "São casados?" - eu vou responder que não faço a mínima idéia.


Eu admiro muito o trabalho de muita gente nessa vida. Admiro as pessoas com dons musicais, admiro as pessoas com dons teatrais e admiro as pessoas com dons fraternais, mas essa admiração não se expande à vida pessoal de cada um desses meus ídolos. Eu conheço o trabalho deles, mas a vida pessoal, por mais que existam fãs, biografias, entrevistas e rumores, eu só sentirei prazer em conhecer da forma natural, pessoalmente, sem elevá-los a um nível de superioridade e importância, mas sim tendo plena consciência de que são seres humanos normais, como qualquer um de nós.

Um comentário:

  1. Tbm passei por isso! Numa época da vida, queremos praticamente nos apropriar da vida dos nossos ídolos.

    Uma das vantagens em ir amadurecendo é perceber que são pessoas comuns com alguns talentos, como nós.

    Bjs

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