segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Confie em si mesmo... Quem acredita sempre alcança.




Era sempre fácil não querer impressionar. Ela fora assim boa parte de sua vida, e começara a se esconder em si mesma depois de tanto “apanhar” da vida cada vez que tentava.

Olhou para si, e enxergou que sua verdadeira forma era opaca. Não havia luz. 

Quando ela quis mudar, tentou, e sofridamente conseguiu – mas não com tudo, nem com todos.

Todavia, aprendeu a ser mais simpática, virou mestra em compreender os outros ou tentar entender todos os motivos que levam o ser humano a tomar suas loucas decisões, mas não conseguiu aprender a ser um livro aberto, como sempre quis.

Acreditava que tudo o que fazia e falava era livre de mistérios. Para ela era, mas para o mundo, não. Descobriu os erros de pensar demais em não querer errar, mas sempre terminar errando.

Se arrependeu de pensar mais nos outros do que em si mesma, porque muitos daqueles em quem ela mais pensava e tinha medo de ferir, acharam-na mesquinha e insensível, egoísta e manipuladora. E ela, que sempre pensava mais nas reações dos outros do que em si mesma, que sempre quis agradar todos de alguma forma, independentemente de agradar a si mesma ou não, sofreu. Foi traída pela própria confiança de achar que tinha o controle da compreensão alheia.

Mas se esqueceu de que o ser humano é arisco, e nunca confia. E se confia, ainda assim prefere acreditar nas próprias loucuras, a questionar ou afirmar o desgosto.

9 comentários:

  1. Um conto/desabafo, rs. Mas, sinceramente, gosto mais como um desabafo do que como um conto.

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  2. Desabafo sutil, boa jogada com o título :D

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  3. Descobri umas coisas que ficaram martelando na minha cabeça... A única saída que encontrei pra tirar isso da mente foi escrever.

    É um desabafo, mas não uma crítica... rs

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  4. Pensar muito em não querer errar é sempre um erro...

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  5. É... Na verdade eu nunca achei que pensar demais nos outros, pra não errar, fosse ruim.

    Mas... vivendo e aprendendo, a gente descobre que as pessoas SEMPRE vão achar agulha em palheiro, independentemente do jeito que você aja =\

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  6. Um saco quando, por mais que não queremos, somos condicionados àquele 'eu' interno que quer ser uma coisa para o outro. Freud explica.

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  7. Olha, tem selo literário pra vc no meu blog. Passa lá... Bjsss

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