quarta-feira, 13 de abril de 2011

A tênue linha entre esquizofrenia e obsessão




Uma das grandes dificuldades minhas, como espírita, é acreditar que tudo o que acontece tem um fundamento espiritual, e não fisiológico. Não é porque virei cientista, que fiquei cética, mas eu sempre optei por deixar as explicações místicas para aquilo que não tinha uma explicação certa.

Todos nós espíritas sabemos que uma pessoa pode ser obsediada por outro espírito, se estiver em uma sintonia mental igual àquele outro, mas até que ponto podemos chamar de obsessão um distúrbio de personalidade, se a medicina mostrar que aquela pessoa tem esquizofrenia?

Eu fico me perguntando se as duas são as mesmas coisas... Se obsessão pode levar a uma alteração nos níveis de dopamina a ponto de causar a esquizofrenia, ou se nem todo esquizofrênico é obsediado.

Já vi uma entrevista com o Divaldo sobre isso, mas ainda assim me pergunto essas coisas. Não duvido do espiritismo, só acho que às vezes damos crédito demais ao misticismo, quando na verdade temos a explicação fisiológica. A minha dúvida é se o misticismo em si pode acarretar essas alterações no organismo.

Eu não duvido de que possam. Mas para mim, ainda é caminhar em ovos quando se fala desse assunto. Com todo esse alvoroço sobre o homem que matou as crianças no Rio de Janeiro, eu sei que muitos centros espíritas vão dizer que ele era obsediado, que os “irmãos” que ele via eram espíritos. E sei também que os psiquiatras do Brasil vão afirmar que o rapaz tinha esquizofrenia paranóide, e seus níveis dopaminérgicos estavam tão alterados, que ele perdeu o controle da própria mente e começou a viver em uma ilusão, sem saber distinguir mais a realidade da fantasia.

Eu não sei pra que lado caio. Fico em cima do muro, acreditando que uma coisa pode levar à outra: Que um desequilíbrio mental pode abrir as portas para um obsessor, e que esse obsessor pode ser responsável pelo resto da loucura (psico e fisiológica), mas que também a loucura pode abrir as portas para o obsessor (primeiro a pessoa desenvolve esquizofrenia, depois abre a mente para “os outros”).

Pode ser que esquizofrenia e obsessão sejam a mesma coisa. Mas por enquanto, eu ainda prefiro acreditar que não.

7 comentários:

  1. Helô! Um caminha ao lado do outro. A pessoa esquisofrênica fica mais vulnerável aos espíritos afins. Lógico que isso não vai satisfazer ou sanar tuas dúvidas, mas vale a pena pensar nessa possibilidade.
    Bjs! Mamis!!!!!!!

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  2. eu sei que caminham... Minha dúvida é: O que veio primeiro, o ovo ou a galinha? hahahahaha

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  3. Eu acho que a galinha veio primeiro... hehe!
    Quanto à parte do espiritismo, eu sei menos que você.

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  4. Helo, foi terrível td q aconteceu...
    Eu nasci em família católica, mas, sempre li livros espíritas. Gosto e me interesso mt.
    Mt bom seu texto...
    BjO!

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  5. Eu até hoje não sei qual que veio primeiro...

    beijocas!

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  6. Sei que o post é antigo, mas, pesquisando para uma palestra, encontrei sua reflexão. Existe, de fato, uma grande dificuldade em diagnosticar qualquer transtorno mental, pois não existe "exames" objetivos par aprovar a doença x ou y. É através da pesquisa da vida e do comportamento do indivíduo e, muitas vezes, através de prova terapêutica, ou seja, uma tentativa de tratamento para observação do seu sucesso ou não, que se estabelece um diagnóstico em Psiquiatria. Coincidentemente, Kardek nos ensina método semelhante para diferenciar um espírito bom de um espírito mau: avalie suas ações e palavras. No caso específico da esquizofrenia, quase sempre existe um elemento genético-familiar, que representa um risco aumentado de doença. Caso a vida da pessoa faça, de alguma forma, aumentar esse risco, algo "rompe-se", e o desequilíbrio do cérebro orgãnico acaba por abrir as prtas da doença. A obsessão pode ocorrer antes, durante ou depois do processo, ou mesmo não ocorrer, ou ser apenas auto-obsessão. Encare a pessoa com risco de adoecer como alguém que atravesse uma ponte muito estreita: a queda pode ocorrer ou não, e dependerá tanto da pessoa, se toma cuidado ou não, como de fatores externos, como o vento. Mas antes de tudo, atravessar o caminho que leva a ponte estreita foi uma escolha da vida, do livre arbítrio daquele espírito, que nasceu em uma família com essa predisposição. passar pela prova da loucura, vencer ou sucumbir, foi uma escolha que, aos olhos do Espírito encarnante poderá ser o atalho para uma renovação, mas, como tantos outros casos, uma prova difícil pode,se ganha, trazer muito crédito ou se perdida, muita dívida. O esquizofrênico sempre será mais vulnerável a influência espiritual, mas muitas vezes sua alucinação pode ser apenas a sua própria forma-pensamento, a plasmação de seu medo ou desejo, o qual ele não consegue mais dicernir se real ou fantasia, para o que não precisa,, necessariamente, do concurso do obcessor. Espero ter ajudado um pouco sua reflexão.

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    1. Adorei seu comentário, Alexandre. Abriu uma nova forma de enxergar a doença física e/ou espiritual. Muito obrigada por ter participado do meu blog.

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