segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Confie em si mesmo... Quem acredita sempre alcança.




Era sempre fácil não querer impressionar. Ela fora assim boa parte de sua vida, e começara a se esconder em si mesma depois de tanto “apanhar” da vida cada vez que tentava.

Olhou para si, e enxergou que sua verdadeira forma era opaca. Não havia luz. 

Quando ela quis mudar, tentou, e sofridamente conseguiu – mas não com tudo, nem com todos.

Todavia, aprendeu a ser mais simpática, virou mestra em compreender os outros ou tentar entender todos os motivos que levam o ser humano a tomar suas loucas decisões, mas não conseguiu aprender a ser um livro aberto, como sempre quis.

Acreditava que tudo o que fazia e falava era livre de mistérios. Para ela era, mas para o mundo, não. Descobriu os erros de pensar demais em não querer errar, mas sempre terminar errando.

Se arrependeu de pensar mais nos outros do que em si mesma, porque muitos daqueles em quem ela mais pensava e tinha medo de ferir, acharam-na mesquinha e insensível, egoísta e manipuladora. E ela, que sempre pensava mais nas reações dos outros do que em si mesma, que sempre quis agradar todos de alguma forma, independentemente de agradar a si mesma ou não, sofreu. Foi traída pela própria confiança de achar que tinha o controle da compreensão alheia.

Mas se esqueceu de que o ser humano é arisco, e nunca confia. E se confia, ainda assim prefere acreditar nas próprias loucuras, a questionar ou afirmar o desgosto.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Loop infinito $$




Alguém entende como funciona essa droga de economia? 

Veja:

- Se o dólar cai, todo mundo fica feliz. Aí começa a gastar mais do que tem. Aí o país inflaciona. Aí os impostos sobem, e os juros também. E fica essa merda que está há 4 anos, com preços subindo e nunca mais descendo. Se o salário subir, aí que o brasileiro vai pagar imposto até pra respirar!

- Se o dólar sobe, o país exporta demais. Aí faltam produtos brasileiros no mercado brasileiro. Aí o preço sobe porque aumenta a procura por um mesmo produto, e tem pouco dele no mercado. Aí o brasileiro se ferra de novo, e paga o pato porque tem mais produto brasileiro nas prateleiras estrangeiras.O salário não sobe, porque as matérias primas estrangeiras custam caro, e tem que pagar fornecedor, e não o povo.

- Aí eu concluo: É um loop infinito, que te tira de uma merda e joga na outra. E piora.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Momento (E)Terno

Para Clara, era um presente de Deus. Para Bruna, era punição.

Para Clara, era o fruto do amor e da fidelidade. Para Bruna era conseqüência do descuido.

Clara vibrava, sonhava, Idealizava. Bruna vivia um martírio, com medo do futuro.

Clara chorou de felicidade. Bruna chorou de raiva.

Clara viveu nove meses de ansiedade, Bruna viveu nove meses de negação.

Clara chorou de felicidade. Bruna chorou de desilusão.

Nasceram duas Vitórias.

A de Clara, por ser o elo familiar. A de Bruna, por deixar o corpo da mãe e começar a crescer sozinha.

E se perderam pelo mundo.

A Vitória Clara, ao menos, foi feliz.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Carnaval




Meus melhores carnavais datam dos anos 1990, quando eu ainda frequentava matinês, comprava confetes e serpentinas, e ansiava por fantasias que minha avó fazia para mim. Uma vez meus pais me deixaram fazer uma de “Carla Perez”, à lá É o Tchan!, com shortinho, top, luvinha e tudo. Hoje eu me mataria se vestisse algo que sequer remetesse o pensamento a Carla Perez e seu “i” de “iscola”.

O tempo passou, as matinês ficaram infantis demais, e eu perdi o ânimo e a coragem para pular as noites de carnaval nos clubes da cidade, no período de minha adolescência.

Acontece que o tempo passa, e ficar sem fazer nada cansa. Esse ano, finalmente, passarei um carnaval em grande estilo, na terra do frevo, dançando muito (ou tentando. Não sei dançar danças típicas do nordeste) e em ótimas companhias.

Depois de um chá de cadeira de 5 anos em um convite, Marina, aí vou eu!! Branquela e sem samba no pé, mas com um caderninho louco pra voltar cheio de histórias de carnaval!


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 Carnaval, mascarado festival
Carnaval, sob o véu cada qual é sempre o outro
Carnaval, quantas faces no plural 
Carnaval, todo certo é igual a todo torto 

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