sexta-feira, 18 de março de 2011

Dieta do Glúten - Parte 2: Comendo. E comendo, comendo...


Buenas, navegantes!

Devo admitir que estou relapsa no meu diário de bordo sobre doença celíaca por um único motivo: Achei que os sintomas seriam imediatos, mas não estão sendo. Aliás, com o pouco de coisas que estou sentindo, diria que estou assintomática.

Muitas pessoas me perguntaram o porquê de eu voltar a consumir glúten, sendo que eu estava tão bem, então achei interessante colocar uma explicação aqui no blog.

O verdadeiro motivo que me fez querer fazer a biópsia foi único e simplesmente o social. Eu comecei a me incomodar demais com as pessoas incomodadas com a minha situação. Parece estranho, e pode até ser, mas a minha vontade de comer glúten não foi o principal motivo. No meu último post de 2010, quando dei um “esporro” por causa de uma festa em família, eu percebi que enquanto a minha situação deixava os outros sem graça por pensarem que não tinham se lembrado de mim e feito algo sem glúten, eu me incomodava mais com o incômodo dessas pessoas, do que com a suposta falta de atenção.

Decidi fazer a biópsia porque se eu for só intolerante a glúten, eu poderei comer qualquer coisa em meio social, sem precisar me preocupar com incômodo alheio. Obviamente, eu sei que tenho problemas com o glúten, e isso não significa que uma biópsia negativa vai abrir as portas pra eu voltar a comer pão, pizza, massas, chocolates e tudo o que tem na prateleira do supermercado, mas vai deixar eu me permitir comer uma batata frita em um barzinho, por exemplo, sem peso na consciência de pensar “Será que o óleo era só pra fritar batata frita?” - by the way: NUNCA é.

Por enquanto, já comi de tudo. Essa semana até brinquei que voltar a comer glúten libertou o monstro ogro que existe dentro de mim, porque estou esfomeada e comendo tudo o que é bom e engorda! Até falei, brincando também, que seria melhor meu intestino começar a atrofiar logo pra eu não absorver tudo o que estava comendo, porque certamente estarei com alguns quilinhos a mais na semana que vem.

Sintomas? Ainda são raros. Eu não desenvolvi sinais (dermatite herptiforme) antes, mas tive alguns sintomas clássicos: Prisão de ventre, intestino descontrolado, gases, enxaquecas, dor e distensão abdominal, fraqueza, irritabilidade e falta de ânimo. Não estou com nenhum desses ainda. Algumas vezes sinto meu intestino (pode rir, mas você sente seu intestino em condições normais? Não, né? – Então, eu costumo dizer que quando um órgão dá sinal de vida e você se lembra de que ele está lá, é porque alguma coisa tem. Vide o útero, quando você tem cólicas).

A única – e única coisa mesmo – que me deixou intrigada até agora foi o exame de sangue que eu fiz, antes de voltar a comer glúten. Embora eu tenha dado umas escapadinhas antes de fazer o exame, quando já tinha tomado a decisão de que iria voltar a comer glúten, elas foram raras – mas eu parei de me importar muito com a contaminação cruzada, e acho que isso colaborou. Anyway! O que me deixou intrigada foi uma leve elevação no meu antigliadina IgG – o mesmo e único que fez meu ex-médico supor que eu tinha a doença celíaca, mesmo sem a biópsia. Percentualmente falando (relação entre o meu índice sérico do anticorpo e os valores de referência), quando fiz o exame em 2010, antes do diagnóstico, meu anticorpo estava 5,2% acima do normal. Dessa vez, ele está 26,4%.

Como já disse, a batalha mais difícil de vencer para voltar a comer glúten foi reintroduzir os alimentos na minha casinha. Eu moro sozinha, e só entrava glúten lá em casa quando meus pais iam me visitar – o que é raro. A dor no coração de colocar um pão no meu grill foi imensa, mas minha máquina de pão permanecerá intacta.

Eu voltei a comprar alimentos com glúten, mas farinha de trigo eu me recuso a comprar. Farinha de trigo não entra em casa. Aquele pozinho maldito que impregna em tudo quanto é canto não vai fazer parte do meu estoque. Quando eu precisar utilizar farinha, utilizarei a minha, sem glúten. Estou comendo tanta coisa com glúten, que isso realmente não vai fazer diferença.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Eu estou concorrendo a um Darwin Awards!


Eu sou a rainha dos foras, comprovei. Desde criança, sempre fui a típica pirralha chata e linguaruda que dizia tudo o que pensava e achava. Hoje, quando solto alguma pérola, é na inocência. Alguma coisa está errada e invertida nessa história!

De qualquer forma, meu estágio está rendendo casos. Em alguns, eu sou o alvo do fora, nas outras, sou o TROLL.

PRIMEIRO CASO:
Liguei para um médico, pedindo uma informação que não constava no pedido de exame do paciente. Expliquei a ele o motivo de eu estar ligando, pedi as informações necessárias e completei: “Seria possível o senhor me ajudar?”

Médico: “Não!” 

Típica sensação de tapa na cara. Fiquei sem chão: “... Ah... É... Tud...”

Médico: “Não, o paciente não era...” – E me disse o que eu tinha perguntado.

Desliguei o telefone sem saber o que fazer, até começar a rir sem parar.

----------

SEGUNDO CASO:
Esse foi com o meu orientador mesmo. Ele é médico, e todos no laboratório o chamam de Dr. Eu não tenho mais essa frescura de “Dr. é quem tem doutorado!”, mas de qualquer forma, ele tem doutorado, então isso não interessa. 

Uma vez a bióloga e a biomédica do laboratório me contaram um “causo” muito engraçado de um funcionário que chamava o Dr. Orientador de “Seu Orientador”, e ele odeia ser chamado de “Seu”.

Numa conversa informal, eu estava contando a meu orientador o caso acima, em que fui trollada pelo médico que me deu um trote e respondeu “não” para a pergunta errada. Rindo do caso, eu viro e solto a pérola: “Olha, é duro, “Seu” Orientador!”. Não sei se meu orientador percebeu, mas as moças do laboratório perceberam. 

FORA DETECTED!

----------

TERCEIRO CASO:
Foi o pior de todos. Liguei na casa de um paciente de 87 anos, para pedir uma informação. Uma mulher atendeu, e eu expliquei o caso a ela, evitando perguntar se o senhor se encontrava, pelo puro medo do desconforto caso a resposta fosse “Ah, ele já faleceu”.

Eu -"[...] Eu precisaria saber se ele é um paciente fumante..." 

Mulher - "Olha, ele foi..."

*eu na dúvida se ele já havia falecido ou se era ex-fumante*

Eu - "E... desculpa perguntar, mas ele faleceu?"

Mulher - "Não, não, ele é ex-fumante, não faleceu"

Eu "AAh... Ainda não?"

----------

Er! Sem comentários.
Deem-me meu Darwin Awards! 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Como não ser um bom médico: Aprenda no PS.




Dizem todos que existem três dores insuportáveis ao ser humano:

1) Se você for homem, um chute no saco;
2) Se você for mulher, parto;
3) Se você for animal, cólica de rim.

Desde que tive minha primeira cólica renal, confesso que meu maior medo foi ter a segunda. É aquela dor insuportável, que faz você chorar mesmo quando você não quer chorar, que faz você se contorcer, como se alguém estivesse esmagando suas entranhas, e não há posição ou conforto algum que façam passar essa sensação horrível. Quem já teve uma crise de cólica renal, sabe que a dor é alucinante, e sabe que é terrível você sentir o cálculo andando pelo seu aparelho urinário. O alívio chega no final do ureter. Amém.

Mulher não sente dor quando a pedra passa pela uretra.

Eu ainda estou dopada, ainda estou chocada, e to ressabiada, com medo de que seja uma pedra que andou, causou e parou em algum outro canto. Porque é duro depender de médico de PS hoje em dia, né? 

Cheguei ontem na unimed, a moça (da FMB, veja bem) perguntou o que eu tinha, e eu, aos prantos, disse que era cólica renal. Ela SEQUER tocou em mim. Ela SEQUER deu aquela porradinha maldita no meu rim pra ter certeza. Ela simplesmente me prescreveu o que toooooodo ser humano sabe o que vão te socar veia a dentro quando você tiver crise renal.

Dopada, não me pediram NENHUM exame, não fizeram NENHUMA imagem, e me deram alta.

E eu fiquei puta. Tratar sintomas? Pra que eu preciso de médico pra isso?! Eu sei tratar os sintomas das minhas dores, poha!
Não me pediram um exame pra saber se eu estava com infecção. Não tiraram nenhuma chapa ou fizeram ultrassom pra saber se era um cálculo, antes de me darem alta.

Sério, eu fico indignada com esse povo que se forma em medicina hoje em dia, e não dá a mínima pro paciente. Médicos que se formam e sequer fazem anamnese. Médicos que te submetem a radiação sem ao menos auscultar o peito. Médicos como House, que nem sabem a causa da doença e mandam torrar a medula óssea do paciente, pra testar um suposto diagnóstico.

A medicina tem se apoiado no "Se não der certo, a gente tenta outra coisa". Foda, né? O cara se mata pra estudar e virar médico, e na faculdade aprende a não pensar, e sim a optar pela "chance e erro" na hora de tratar um doente.

Essa brincadeira tonta quase custou a visão de uma amiga minha. A meu irmão, quase custou as tonsilas. À minha avó, custou um tornozelo quebrado sem imobilização, porque o médico não conseguiu ver o trinco no RX. Eu tenho um dedo torto porque ele quebrou e não calcificou reto - porque o médico achou que era uma luxação.

Pois é.

Ainda existem médicos decentes nesse mundo. 
Esse desabafo é em relação aos carniceiros de plantão que encontrei nas emergências da vida.
Aos que prezam o nome da profissão e são dignos e fiéis à saúde humana, desconsiderem.

terça-feira, 1 de março de 2011

Dieta do Glúten - Parte 1: Oi, meu nome Heloísa e eu comi um pão.

Ahhh!!

Depois de muito pensar, e de muito pesar os prós e contras, eu decidi que a melhor coisa a fazer seria voltar a comer o tal do glúten, pra que ninguém fique me chamando de neurótica quando eu evitar comer qualquer coisa que possa estar contaminada com a proteína, já que eu não tenho uma biópsia que confirme a doença ou não.

Hoje de manhã, dia 01/03/2011, eu fiz meus exames pré-dieta com glúten. Neles vou fazer uma quantificação de anticorpos ANTES de passar três meses comendo como uma pessoa normal: Salgadinhos, pizzas, lanches, pães (FRANCESES!!!) e muitas outras coisas que vocês nem fazem idéia (ideia?) que tive de deixar de comer.

Comecei em grande estilo, comendo aquilo que TODO celíaco sente mais falta na restrita dieta glúten free: Um pãozinho francês. E adoro pão cascudo e torradinho.

E tava do jeitinho que eu sempre gostei.

Essa é a primeira experiência depois de um ano. Fazia mais de um ano que não comia pão francês.

Se os sintomas voltarem, eu relato aqui. 

E relato também a minha felicidade de voltar a comer coisas que nunca mais achei que fosse comer.

Estou feliz? Estou. Se for a última vez que eu vá comer essas coisas, sei que aproveitarei feliz cada dia desses três meses, por mais que doa e por mais enxaquecas que eu tenha.



Meme Literário

Oba! A Marina tinha me indicado um selo literário e eu deixei passar, embora tivesse até respndido as perguntas.

Esse foi indicado pela Fernanda, do Pote de Palavras.



1. Existe um livro que você leria muitas e muitas vezes sem se cansar? Qual?
- Existem. Os da série Harry Potter, (não me zoem) os da série Crepúsculo... rs

2. Se você pudesse escolher apenas um livro para ler o resto de sua vida, qual escolheria?
- O senhor dos anéis.

3. Indique um livro para que os outros possam ler.
- A Montanha e o Rio - Indico sempre.

4. Indique 10 blogs para responder este Meme.
Não sigo tanta gente pra indicar 10 pessoas, mas indicarei a 4 pessoinhas ^^