quinta-feira, 28 de julho de 2011

Doença Celíaca: Um fantasma em minha vida

Eu não caibo em mim de tanta felicidade!!!


Doença celíaca, por enquanto, eu não tenho. Minha vida será mais feliz.

domingo, 24 de julho de 2011

Black Holes and Revelations



Acho que entendo o porquê de meu hiato literário. Meus textos me deixam extremamente transparentes, e eu tenho só tido vontade de me esconder atrás de uma parede, escondendo-me do mundo.

Há momentos na minha vida que fico assim, reservada, e este é um deles. São momentos em que me resguardo até tomar as decisões corretas, até estabelecer os meus limites e traçar meus novos rumos.

São nesses momentos de dúvidas que permaneço calada, só observando e absorvendo o mundo, não dando a ele nada de mim.

Por hora, se eu escrever um texto, ele dirá mais de mim do que gostaria de revelar – e não me permito dizer muito além do que digo agora.

Essa nova fase de angústia vai passar. Quando ela passar, as palavras fluirão espontaneamente.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Doença Celíaca: Uma Teoria de vida – ou morte.


Desde que voltei a comer glúten para fazer minha biópsia [o fim está próximo!], tenho tido meus sintomas esporádicos como sempre tivera antes: Um dia tenho mais dor, outro menos, e assim levo a vida. No entanto, comecei a analisar como a minha vida é mais feliz e sociável com o glúten. Embora eu já soubesse disso, esses cinco meses de dieta glúten-ON serviram como uma boa experiência para provar minhas teorias.

Sinto-me até meio “herege” admitindo o que vou dizer, porque levantei e ainda levanto a bandeira da “Causa Celíaca”, achando um desaforo as empresas alimentícias não se preocuparem com a informação “Contém Glúten” ou mesmo com a quantificação da bendita proteína em seus alimentos, mas cheguei a um ponto onde fico na dúvida entre abolir completamente o glúten da dieta, ou somente controlar minha alimentação para que a ingestão seja mínima ou controlada.

Meus sintomas [supostamente] celíacos nunca foram muito gritantes, e eu sinto somente um desconforto chato quando como glúten demais [leia-se, atualmente, todo dia]. Se eu for realmente diagnosticada com a doença, sei que, comendo glúten, meus riscos de desenvolver câncer de intestino aumentam, de desenvolver outra doença auto-imune aumentam e de desenvolver anemia e subnutrição também. Mas também sei que se eu ficar atiçando meu sistema imune em intervalos longos de tempo, ele irá se revoltar, produzir anticorpos, ter um início de reação autoimune e depois vai acalmar.

Eu estou tentada a ter essa vida de provocar o sistema imune com vara curta, e quando ele estressar, esperar ele acalmar pra depois poder estressar de novo.

Minha única dúvida, realmente, se eu devo ou não fazer isso, é relacionada à minha religião. Como sou espírita e tenho um básico conhecimento sobre suicídio, fico me perguntando se essa minha conduta consciente seria considerada um suicídio, caso eu desenvolvesse um câncer decorrente da ingestão do glúten.

Minha dúvida não é “eu vou morrer se comer!”. Eu sei que vou morrer, porque sei que o corpo humano não é eterno, mesmo que o homem tente driblar todas as linhas de envelhecimento celular e estrutural, então o fim não é o que me atormenta. Mas eu não queria pagar mais uma das minhas dívidas aqui na Terra por ter cometido um suicídio a longo prazo.

Minha maior infelicidade, mesmo, vai ser se a biópsia vier alterada, e eu tiver que parar – novamente – de comer glúten por um tempo, até minha mucosa se restabelecer; Vai ser eu ter que ficar explicando tudo de novo o porquê de eu ter parado de novo de comer glúten; O porquê de eu não poder comer glúten, nem um pedacinho; Eu ter que comer em casa quando o povo sair; O povo ficar com dó de mim quando fizer planos pra escolher onde ir comer... – Isso sim me da medo. Me da mais medo que a morte.