quinta-feira, 22 de março de 2012

Nokia? Nunca mais!

Há três anos, comecei com siricutico para trocar o celular. Nunca fui maníaca por modernidade e nunca tive ânsia de sempre querer o modelo mais novo a qualquer preço. Foi quando comecei a procurar e me apaixonei por um Nokia. Era o início da era dos touchscreen, e a Nokia sempre tivera a melhor fama dentre os celulares até então.

Alguns meses depois, finalmente adquiri meu Nokia 5530 Xpressmusic. Ele era todo gay, com capinha branca e detalhes rosas... Parecia perfeito!

Mas aí...

Quando comecei a tentar usar o celular para entrar na internet, vi que ele era bem lento e tinha um layout primitivo - o que não seria um grande problema para mim se, a cada vez que eu tentasse fazer qualquer coisa com ele que exigisse um pouco a mais do processador, ele não reiniciasse sozinho ou travasse.

No começo, achei que o problema era esporádico, e decidi atualizar o sistema operacional, esperando que o bug fosse corrigido na atualização. Doce ilusão... 

Conforme vieram as atualizações, o celular foi ficando cada vez pior. Cada vez mais, ele começou a reiniciar enquanto eu mandava SMS, ou logo após o envio, quando eu instalava um novo aplicativo no celular - o que o fazia reiniciar loucamente por vários dias, quando eu tentava acessar a internet... E por aí vai.

Resolvi procurar um fórum para ver se eu havia sido premiada com o problema, mas descobri que praticamente todos os usuários do modelo avacalhado pela Nokia também sofriam com a tentativa do aparelho de viver sozinho. Vi tanta gente reclamar do celular, que comecei a sentir um arrependimento profundo por não ter pesquisado antes.

Pensei então em mandar para a assistência técnica, mas também li no fórum que várias pessoas mandaram, ficaram sem o celular por 15 a 30 dias, e o obtiveram de volta sem o problema corrigido, quando não pior.

Decidi manter o celular, e não me estressar tentando trocar algo que eu sabia que não seria trocado ou arrumado. Por um longo período, ele ficou estável.

Agora, porém, conforme a idade está chegando, ele está cada vez pior: O toque não responde ao comando, ele reinicia pelo menos uma vez por dia, trava quando desperta o alarme - mas trava de uma tal forma que eu só consigo reiniciar o telefone se tirar a bateria -, está cada vez mais lento e às vezes dá uma pane louca na câmera, e dispara o flash antes da foto, deixando ela mais escura do que se fosse tirada sem a luz.

A Nokia pode ter e ser excelência no quesito câmera para celulares, mas eu ainda prezo que meu celular preste pelo menos para servir como meio de comunicação antes de ser uma câmera portátil, e nisso a Nokia não serviu pra mim.

Hoje, esse meu celular nem existe mais no mercado, porque acho que foi uma das linhas mais bugadas da história da empresa, mas eles continuam repetindo o erro com o sistema irritacional deles - o Symbian - e liberando novos modelos, como o Nokia C5, que mantem o mesmo problema desse meu. Fui procurar em fóruns, e vi muita gente reclamando das mesmas panes que meu celular, 3 anos mais velho que o C5, possui desde que nasceu. Para mim, o pouco de respeito que eu tinha pela empresa foi perdido quando descobri isso. Achei uma completa falta de respeito ao consumidor fazer um erro grotesco perdurar por tantos anos em um mercado, que hoje, é dominado por SO's fantásticos como Android e iOS.

Ainda estou estudando qual será meu novo aparelho, e já decidi que quero um SO Android. Não importa mais para mim se o Symbian Belle, Anna, Diabo a quatro são bons - pra mim, Nokia nunca mais.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O que as manicures [não fazem ideia] e não falam pra você


Mais uma vez estamos aqui para um texto de conscientização. Hoje o assunto é: Manicure.

Vou confessar que desde que entrei na faculdade e participei de uma campanha de teste para Hepatite C, fiquei neurótica a respeito de esterilizações. Coincidentemente, naquele semestre eu estava cursando a matéria de microbiologia – e se existe um biomédico neurótico com limpeza e assepsia, esse biomédico é microbiologista – o que favoreceu minha posição.

Eu nunca fui muito fã de ir a manicures, mas por sempre achar que elas não tiravam minha cutícula direito, e por partir da premissa de que se for pra tirar bife, tiro eu. Quando me dei conta que tirar bife era coisa séria, meu receio aumentou mais ainda.

Poucas pessoas sabem como realmente deve ser feita a esterilização de materiais contaminados com tecidos biológicos, e nessas poucas pessoas eu não incluiria donos de salões de beleza ou suas manicures. A maioria acredita que deixar um alicate de cutícula quentinho é o suficiente para exterminar qualquer fonte de contaminação. Não é. Isso é uma pura e perigosa mentira para as mulheres que frequentam salões de beleza.

Isso não protege você de doenças transmitidas pelo sangue 
de outras pessoas que usaram o mesmo alicatinho.
Estufas não esterilizam materiais. Estufas, em alguns casos, ajudam a proliferação de micro-organismos oportunistas, como fungos, mas não os matam – pelo menos não na temperatura em que são deixadas na maioria dos estabelecimentos que possuem um “forninho” na bancada, e acreditar nessa falácia brasileira pode custar muito mais caro do que fazer as mãos e os pés. Esse pequeno detalhe pode ser responsável por propagar vírus temíveis pelo homem: Não esterilizar materiais de manicure pode transmitir desde vírus da hepatite, a vírus da AIDS.

Autoclave de bancada: Pequena,
um pouco cara, mas mata tudo!
Embora existam micro-organismos frágeis que não resistam a pequenas variações de temperaturas, a maioria dos mais perigosos não são facilmente exterminados com um calor seco de 60˚C. A correta esterilização de materiais contaminados com traços de sangue se dá ou por calor úmido em elevadas temperaturas, ou seja, dentro de uma autoclave, ou em fornos com temperaturas entre 120 a 170˚C, por tempos que podem variar de 1h a 12h. 

Devido a essa delonga na esterilização por calor seco, a maioria dos estabelecimentos que precisa esterilizar materiais opta por comprar uma autoclave, que nada mais é do que uma panela de pressão de grande volume, mas que te dá a oportunidade de controlar a pressão dentro do equipamento, permitindo que o tempo de ação seja reduzido para 15min – 30min, em média. O objeto a ser esterilizado é colocado em uma embalagem especial que o protege do contato com o meio externo, e após o término da esterilização, é levado a uma estufa, para então secar e ser utilizado.

Alicatinho embalado e autoclavado.
Assim, dá pra confiar.
Obviamente, um alicate não pode ser utilizado em mais de uma cliente, assim como palitos e empurradores também não. Isso encarece o serviço prestado, porque além da empresa precisar possuir uma autoclave (que não é muito barata), precisa ter um grande estoque de materiais se a rotatividade for alta.

Como dá para contar nos dedos as manicures que autoclavam seus equipamentos, o mais confiável é você mesmo levar seus equipamentos de cutícula para sair com as mãos lindas. Pelo menos, se a moça tirar um bife do seu dedo, você sabe que ali naquele alicatinho só há restos de sangue seu, e de ninguém mais.

Não há uma legislação que controle isso no Brasil – o que é uma vergonha para um país que investe tanto em campanhas contra AIDS, mas só envolvem sexo nas medidas de precaução. Não há informações suficientes nem à população, nem aos profissionais da área sobre os riscos que estão expostos ao não esterilizar corretamente um material. Recentemente surgiram estudos dizendo que alguns vírus talvez possam sobreviver nas soluções de esmalte, alarmando ainda mais quem já ouviu dizer que manicures são umas das grandes fontes de propagação de hepatite B no Brasil, hoje em dia.

Acho que meu blog merecia um espacinho para tratar de um assunto tão sério, mas pouco relevado hoje em dia. Meninas, deem mais atenção à saúde de vocês. Levem seus próprios equipamentos, mas se protejam. Cuidado com a saúde nunca é demais.