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Aprendendo a viver

Um dia, há tempos, fui apresentada a esse poema que dizem ser de Shakespeare. Não sei se realmente o é, mas se for de algum outro autor, isso realmente não importa. O que importam são as mensagens em cada um dos versos. Eu nunca fui muito fácil de lidar: Embora eu consiga ser comunicativa, eu sou uma pessoa difícil, e erro constantemente... Eu tento aprender com minhas falhas, mas eu sempre ajo de alguma maneira errada. Sempre tento pensar demais em todos os lados da questão, mas nunca acerto nas decisões. Já sofri muito com isso, já perdi amigos, mas já ganhei outros que levarei comigo para a vida inteira. Queria compartilhar com vocês esse poema, chamado “Aprendendo a viver”. É uma obra que torna mais fácil você compreender como são as outras pessoas, e como é você mesmo. Essa compreensão me fez entender muito como algumas pessoas pensam. Acredito que por conta dessas palavras, eu aprendi a observar mais o ser humano e ser mais imparcial em minhas decisões. Depois de algum tempo...

Momento (E)Terno

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Para Clara, era um presente de Deus. Para Bruna, era punição. Para Clara, era o fruto do amor e da fidelidade. Para Bruna era conseqüência do descuido. Clara vibrava, sonhava, Idealizava. Bruna vivia um martírio, com medo do futuro. Clara chorou de felicidade. Bruna chorou de raiva. Clara viveu nove meses de ansiedade, Bruna viveu nove meses de negação. Clara chorou de felicidade. Bruna chorou de desilusão. Nasceram duas Vitórias. A de Clara, por ser o elo familiar. A de Bruna, por deixar o corpo da mãe e começar a crescer sozinha. E se perderam pelo mundo. A Vitória Clara, ao menos, foi feliz.

Minha vida é um musical

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    Há algum tempinho li uma crítica que a cantora Miley Cyrus fez em relação aos musicais. Não sei se todas as palavras ali transcritas eram literalmente o que ela dissera ou não, porque vocês sabem como é: Mídia SEMPRE distorce as coisas. De qualquer forma, li a declaração em dois locais diferentes, o que me fez acreditar que havia um pingo de verdade no que a menina dissera. A ex-personagem Hanna Montana (um seriado musical, veja a ironia) declarou que não gostava de musicais porque eles não retratavam a vida real, já que ninguém saía cantando pelas ruas ou para alguém quando estava triste ou feliz. Fiquei desapontada. Como uma CANTORA pode sequer dizer isso?! Eu, simplesmente uma eterna apaixonada por música, não saio cantando para qualquer um, mas se eu pudesse escrever a minha vida em música, eu escreveria. Se você pudesse ler minha mente, ouviria, de hora em hora, alguma música diferente. Cada momento que vivo, penso em músicas que poderiam traduzi-lo. Pode ser algo...

Conflito Religioso...

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Hoje já não ligo mais se as pessoas têm medo, criticam ou desmerecem a minha religião. Havia uma época que eu me importava mais em reafirmar o espiritismo para os outros, até que percebi que estava me tornando uma fanática patológica (sim, fanatismo patológico é pleonasmo, eu sei), e parei. Parei porque eu questiono muito coisa dentro da minha própria religião, e não me sinto herege nem má por isso. Não sou e nunca fui de acreditar cegamente em tudo o que me dizem. Sempre fui criada na doutrina espírita, apesar de ter sido batizada, mas nunca consegui enxergar em um homem o poder divino, como o representa um padre ou um pastor. Apesar de muitos serem católicos, eu nunca me interessei por uma religião que me impusesse regras (sei que é opção da pessoa seguir ou não as regras, mas vocês entenderam). Sempre fui muito livre na minha religião para optar por meus próprios passos. Ultimamente brinquei que estava fazendo quaresma de lactose, porque coincidentemente a minha dieta sem la...

Nova gestão alimentar "mode on"

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Quem me conhece sabe que nunca fui de fazer regimes – e não me venham com o papo de que é porque nunca precisei. Nunca comi muito para fazer regime, e se eu deixasse de comer algo para tentar emagrecer, talvez ficasse anêmica ou subnutrida, vai saber. E também nunca comi pouco com medo de engordar, simplesmente meu estômago é assim, pequenino. Nunca me privei de alimento nenhum, nunca fiz quaresma (mas aí é óbvio, porque não sou católica! rs), nem dieta, sempre comi muito pão, chocolate, massas e afins. Até que meu organismo resolveu se revoltar contra mim e implicar com tudo o que como. Há um mês, foi a lactose, agora é o glúten. Vou virar vegan contra minha vontade, daqui a pouco! Enfim, dei início à minha nova gestão alimentar. Malditos genes do leste europeu que me pertencem. O duro, agora, é agüentar as “piadas”: - Não vai comer nem um pastelzinho, Heloísa? - Não, obrigada, eu não posso... - É! Tem que manter a forma, não é? - ... Ah, caros amigos, antes fosse para manter a fo...

Vai fumar na p*** que o pariu!!

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Sim, esse é meu desejo mais intenso quando aqueles ares impregnados com a maldita nicotina (ou o que resta dela) chega à minha fucinha: Mandar todos os fumantes pra p**a que o pariu, quando não mandar acender o cigarro em outro lugar. Tem horas que eu gostaria de não ter o faro tão apurado. Se existe algo que me tira do sério, é ser perturbada por cheiro de fumaça de cigarro. Eu nunca fui adepta a vícios, muito menos cigarro, porque cresci vendo meu avô ficar surdo e cego por abusar de fumo e bebida. Sempre tive aversão extrema e rinite sensível ao cheiro de cigarro, e me orgulho disso, porque afirmo: Eu nunca serei fumante ativa! Infelizmente, não cabe a mim decidir se fumo passivamente ou não, mas deveria caber aos fumantes, que querem se matar e nos levam juntos com eles ao buraco, não respeitando o nosso direito de não fumar. Odeio estar na aula e sentir o cheiro da fumaça, odeio estar no meu quarto, e ser pega de surpresa pela fumaça do cigarro da vizinha, e odeio, principalmente,...

A lactose e eu...

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Há quem diga que nunca gostaria de ter intolerância à lactose, porque não vive sem leite, sem queijo, sem... Tudo! Eu mesma repetia essa frase para mim mesma centenas de vezes, até que meu médico me pediu o exame de tolerância ao maldito carboidrato do leite. Fiz, não passei mal bebendo aquela água arenosa, branca, sem gosto de nada, que é a solução pura de lactose, e, sinceramente, fiquei me perguntando “Por que diabos to fazendo isso, se não ‘destripo o mico’ quando tomo leite?”- E olha que eu tomava MUITO leite. Enfim, chegou o resultado, e eu, como boa e futura biomédica, fui xeretear para “me dar meu auto-diagnóstico”. Segui a linha de raciocínio certa: Se o exame media a concentração de glicose no sangue após eu tomar a lactose, com o passar do tempo, minha glicemia deveria aumentar. Não aumentou – ficou constante. DROGA! Enfim, confirmada minha suspeita desesperadora, entrei (pelo cano, sério!) numa dieta com restrição total à lactose. Nada que tem lactose no meio eu posso comer...