sexta-feira, 26 de março de 2010

Auto-Hipocrisia suína

Devo admitir que me rendi à nova vacina...

Juro que tentei descobrir tudo dela antes: Como era feita, garantia de imunização, dados epidemiológicos... Mas tudo o que descobri é que ela é feita como a vacina da gripe normal (ou seja, deve durar, se prestar, por um ano)... Dados epidemiológicos? Bem, eu já judiei de tantos ratinhos, que mal tem eu ser cobaia de um experimento pelo menos por uma vez, não é?

O problema é que me senti obrigada a tomar a tal da vacina. Todos os meus professores passeiam pelo hospital das clínicas, todos os casos da região vêm pro hospital das clínicas... Se existe algum grupo de pessoas mais azarado pra pegar essa tal gripe, é quem estuda numa universidade cujo campus tem medicina. E é mais uma vez a medicina ferrando a vida da gente.

Sei que tomei a tal da vacina. Estou me sentindo hipócrita, porque critiquei tanto essa vacina e essa gripe...
Mas é melhor prevenir, porque essa gripe aí nem sempre dá pra remediar.

Mordendo a própria língua e aprendendo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Hey, Lula, tira o dedo daí!

Post rápido, porque os fotógrafos do G1 são sensacionais!

Descobriram onde Lula enfiou aquele mindinho que não está mais na mão dele!




Incrível como a gente descobre as verdades das pessoas pela internet, não?

#FotoDaPiadaPronta

sexta-feira, 19 de março de 2010

Conflito Religioso...

Hoje já não ligo mais se as pessoas têm medo, criticam ou desmerecem a minha religião. Havia uma época que eu me importava mais em reafirmar o espiritismo para os outros, até que percebi que estava me tornando uma fanática patológica (sim, fanatismo patológico é pleonasmo, eu sei), e parei. Parei porque eu questiono muito coisa dentro da minha própria religião, e não me sinto herege nem má por isso. Não sou e nunca fui de acreditar cegamente em tudo o que me dizem.

Sempre fui criada na doutrina espírita, apesar de ter sido batizada, mas nunca consegui enxergar em um homem o poder divino, como o representa um padre ou um pastor.

Apesar de muitos serem católicos, eu nunca me interessei por uma religião que me impusesse regras (sei que é opção da pessoa seguir ou não as regras, mas vocês entenderam). Sempre fui muito livre na minha religião para optar por meus próprios passos.

Ultimamente brinquei que estava fazendo quaresma de lactose, porque coincidentemente a minha dieta sem lactose terminaria na sexta-feira santa, e por isso comecei a pensar mais a respeito do que significa a quaresma, hoje, pro brasileiro. Descobri que alguns até jejuam durante a sexta-feira santa todinha, e ficam rezando, como forma de penitência, e fiquei simplesmente abismada. Meu deus!

Sempre me perguntei qual era o sentido de se abdicar de algo material para um motivo religioso. Esse martírio da quaresma que se resumiu, em grande parte, a uma desculpa para fazer dieta, pra mim nunca teve muito sentido. Será que deus realmente vai se preocupar se você deixar de comer chocolate por 40 dias? Será que ele vai se preocupar se você jejuar um dia na sua vida, sendo que muitos são obrigados a jejuar todos os dias porque não tem o que comer? Realmente é uma penitência? Eu não acho que seja, mas também não sou católica pra saber o “feeling” da coisa.

Já que os 40 dias entre o carnaval e a páscoa tem a sua simbologia religiosa, não seria mais digno moralmente você se propor a ajudar alguém por 40 dias, mudar a vida de alguém por 40 dias, pensar em como melhorar algo no mundo em 40 dias, do que simplesmente se abster de... comer, beber? De que adianta ficar 40 dias sem comer carne, se no domingo de páscoa está todo mundo lá comendo churrasco pra tirar o atraso da picanha? Não é a situação mais hipócrita do mundo essa, de você se proibir de comer carne e depois comer um boi todinho e se entupir de chocolate e refrigerante quando o tempo passar?

Talvez o catolicismo ensine a verdadeira razão de se fazer tudo isso, e eu não saiba porque nunca fui à catequese, mas, vendo isso de fora, como alguém que tem a mente aberta para tentar entender todas as religiões, eu me pergunto: O que muda na sua vida ficar 40 dias se proibindo de comer ou beber algo? Isto faz de você alguém melhor? Isso faz você evoluir espiritualmente?

Pense nisso.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Nova gestão alimentar "mode on"


Quem me conhece sabe que nunca fui de fazer regimes – e não me venham com o papo de que é porque nunca precisei. Nunca comi muito para fazer regime, e se eu deixasse de comer algo para tentar emagrecer, talvez ficasse anêmica ou subnutrida, vai saber. E também nunca comi pouco com medo de engordar, simplesmente meu estômago é assim, pequenino.

Nunca me privei de alimento nenhum, nunca fiz quaresma (mas aí é óbvio, porque não sou católica! rs), nem dieta, sempre comi muito pão, chocolate, massas e afins.

Até que meu organismo resolveu se revoltar contra mim e implicar com tudo o que como. Há um mês, foi a lactose, agora é o glúten. Vou virar vegan contra minha vontade, daqui a pouco!

Enfim, dei início à minha nova gestão alimentar. Malditos genes do leste europeu que me pertencem.

O duro, agora, é agüentar as “piadas”:
- Não vai comer nem um pastelzinho, Heloísa?
- Não, obrigada, eu não posso...
- É! Tem que manter a forma, não é?
- ...

Ah, caros amigos, antes fosse para manter a forma, viu?