domingo, 28 de fevereiro de 2010

Vai fumar na p*** que o pariu!!

Sim, esse é meu desejo mais intenso quando aqueles ares impregnados com a maldita nicotina (ou o que resta dela) chega à minha fucinha: Mandar todos os fumantes pra p**a que o pariu, quando não mandar acender o cigarro em outro lugar. Tem horas que eu gostaria de não ter o faro tão apurado.

Se existe algo que me tira do sério, é ser perturbada por cheiro de fumaça de cigarro. Eu nunca fui adepta a vícios, muito menos cigarro, porque cresci vendo meu avô ficar surdo e cego por abusar de fumo e bebida. Sempre tive aversão extrema e rinite sensível ao cheiro de cigarro, e me orgulho disso, porque afirmo: Eu nunca serei fumante ativa!

Infelizmente, não cabe a mim decidir se fumo passivamente ou não, mas deveria caber aos fumantes, que querem se matar e nos levam juntos com eles ao buraco, não respeitando o nosso direito de não fumar. Odeio estar na aula e sentir o cheiro da fumaça, odeio estar no meu quarto, e ser pega de surpresa pela fumaça do cigarro da vizinha, e odeio, principalmente, fumantes baforando perto de mim.

Sempre fui muito “liberal” quanto à opinião dos outros, aprendi na marra, então, hoje, respeito o que cada um quer, mas devo admitir que adorei essa lei nada democrática que o governo de SP impôs, proibindo cigarro em lugares públicos. Embora eu duvide muito que vá dar em alguma coisa (afinal, que leis governamentais são seguidas nesse país?), devo admitir que fiquei contente quando vi um guarda pedindo para uma pessoa se retirar de um local, por estar fumando ali. Se os fumantes não respeitam quem não fuma por livre e espontânea vontade, então ótimo que exista uma lei que os obrigue a isso, porque já passou dos limites esse abuso!

Você, que fuma, sabe que você faz? Antes de fumar, se veda num quarto, sozinho, e respire todas as merdas que existem no cigarro sozinho, e inspira sempre bem forte, para aspirar todas as impurezas do seu cigarro e não deixar nada pra mais ninguém! Aumente sozinho as suas chances de desenvolver câncer de pulmão, bexiga ou rim, e não envolva ninguém nesse processo.

Aposto que se todo fumante se trancasse num quarto para fumar, não agüentaria o cheiro horrível do cigarro.

Portanto, caro amigo, mate-se sozinho, por favor, porque já que tudo nessa vida aumenta as chances de desenvolvermos alguma doença, eu prefiro escolher quais vou ter sozinha, obrigada.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A lactose e eu...


Há quem diga que nunca gostaria de ter intolerância à lactose, porque não vive sem leite, sem queijo, sem... Tudo! Eu mesma repetia essa frase para mim mesma centenas de vezes, até que meu médico me pediu o exame de tolerância ao maldito carboidrato do leite.

Fiz, não passei mal bebendo aquela água arenosa, branca, sem gosto de nada, que é a solução pura de lactose, e, sinceramente, fiquei me perguntando “Por que diabos to fazendo isso, se não ‘destripo o mico’ quando tomo leite?”- E olha que eu tomava MUITO leite.

Enfim, chegou o resultado, e eu, como boa e futura biomédica, fui xeretear para “me dar meu auto-diagnóstico”. Segui a linha de raciocínio certa: Se o exame media a concentração de glicose no sangue após eu tomar a lactose, com o passar do tempo, minha glicemia deveria aumentar. Não aumentou – ficou constante. DROGA!

Enfim, confirmada minha suspeita desesperadora, entrei (pelo cano, sério!) numa dieta com restrição total à lactose. Nada que tem lactose no meio eu posso comer – pelo menos pelos próximos 60 dias.

Daí, então, entram minhas crises de desespero:
“Vamos comer pizza??” – Não posso, tem queijo;
“Vamos tomar sorvete??” – Não posso, tem leite;
“Vamos comer chocolate?” – Chocolate ao LEITE?’
“Mousse de limão, de maracujá, de chocolate! Uhnnn!” – Uhn, mousse = creme de leite + leite condensado + alguma coisa. Leite!
“Vamos no Mc, vamos na pizza frita?!” – Er... McDonald’s sem queijo é deprimente. Pizza frita sem catupiry é agoniante.
...

A lista é imensa. Pode ter certeza: De 10 comidas (doces e/ou salgadas) que você pensar em comer, 7 terão leite.

Enfim, estou nessa abstinência ridícula até quinta-feira santa (cara! Até abril, tem noção?! ¬¬). Graças a deus, na páscoa eu passarei mal de tanto comer tudo o de chocolate que minhas TPM’s demandaram durante todos esses meses, e eu não pude comer.

Até lá... Ha! Aguentem-me!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Crise de Personalidade

Há três anos descobri este sentimento em mim. Não sei mais onde moro, veja que situação?!

Pela primeira vez, quando me mudei para São Carlos, senti essa coisa estranha de como ser “sem lar”. Não sei mais se minha casa é onde moram meus pais, ou se é onde estão minhas coisinhas, na minha facu-casa-alugada. Todas santas férias eu sinto esse vazio misturado com alegria ao voltar para Americana e passar o tempo com meus pais, e o mesmo vazio e a mesma alegria ao voltar para minha casa, antes em São Carlos, agora em Botucatu.

Já são três anos nessa duplicidade de vida, e eu ainda não tenho a resposta. Me acostumei tão bem aos meus dois lares, que não sei qual prefiro “mais”: Em Americana ficaram as pessoas, minha fofilis, minhas amigas e minha história, tudo que amo e faz parte constante da minha vida. Em Botucatu, eu tenho tudo que é meu, tudo material, mas meu: Minha caminha, minhas roupinhas, meu colchãozinho e meu travesseirinho, além de tudo o que tenho na casa e que a torna confortável.

Enfim, continuo sem respostas para minha crise de personalidade. Pelo amor dos céus, não! Eu não me considero botucuda – mas minha casinha é lá, fazer o que, né?

Bem, como agora já voltei para Boca-de-tatu (como dizia meu vozinho, coitado – e eu ria, coitada! rs), voltarei a me adaptar à cidade, à distância, à solidão (tá, eu tenho que fazer drama pra ficar mais... dramático o negócio, né?), e deixarei, até julho, de lado esse sentimento de “onde estou?”, “de onde vim?”, “Pra onde vou?”. Voltarei a me acostumar que Americana é minha “casa de fim de semana”, e que Botucatu é meu lar... Mas em julho, talvez eu re-poste esse texto de novo, pois estarei com a mesma crise, mais uma vez.