sábado, 15 de agosto de 2009

PALMITO!


Há quem não acredite em telepatia. Eu mesma era bem assim, descrente dessa sandice toda de leitura mental. Acreditava em sintonia, mas nunca nessa história de que um fulano pode transmitir o pensamento pro ciclano.

Pois bem, essa era eu. Descrente. E como todo descrente de qualquer coisa, sempre acontece algo extremamente bizarro que te faz enxergar aquilo que você não queria ver. Comigo, a culpa foi do palmito.

Era um começo de manhã, acredito que por volta de 6h. Eu dormia esparramada em minha cama, sonhando com algo que realmente me fazia feliz e me deixava satisfeita no sonho, eis que... No meio do MEU sonho feliz, aparece minha mãe. – Sério, mãe sempre aparece pra acordar a gente na hora errada, mas dessa vez ela sequer teve o prazer de abrir minha porta: simplesmente entrou no meu sonho, fez com que o meu “background” evaporasse como fumaça no céu, e começou:

“Helô, eu quero fazer uma torta amanhã e não sei do que faço...”

Eu olhei pra ela, pensei e respondi “Faz uma torta de palmito, mãe”.

Ela não ouviu. Tudo bem, meu sonho já tinha ido pro saco mesmo... Lá foi ela perguntar de novo... “Do que eu faço a torta?” – E lá fui eu responder de novo “Palmito, mãe”.




O problema era que ela não me ouvia. Ela estava do meu lado, no MEU sonho, e ficava me estorvando, perguntando incansavelmente do que fazia a bendita da torta. 

Conforme eu fui sempre respondendo a mesma coisa, eu fui me estressando, até que quando ela perguntou acho que pela sétima vez, eu fiquei tão revoltada, mas tão possessa de revoltada que puxei todas as forças dos meus pulmões pra berrar e pra ela ouvir.

“PALMITOOOOOOOOOOOO” – Respondi. Respondi E acordei respondendo, literalmente berrando com todas as forças dos meus pulmões, às 6h da manhã de um domingo. Ainda gritava quando me dei conta do que estava berrando aos sete céus (ou aos seis andares de apartamentos, no caso), e me calei, pasma comigo mesma de que minha mãe tinha me feito pagar um mico estúpido que provavelmente acordou até o porteiro. 

Percebi o que tinha feito, percebi o quanto era ridículo ter berrado PALMITO a 1000dB às seis horas da manhã num domingo, provavelmente fiquei roxa de vergonha quando me toquei disso, mas virei de costas pra porta e fingi que dormia feliz, pra tentar enganar qualquer um que aparecesse na minha porta perguntando “Você enlouqueceu?!”.

Sei que dormi até umas 10h. Juro que enrolei na cama aquele dia com vergonha de levantar. Mas levantei. Levantei e fui falar bom dia para minha mãe. Ela me viu, olhou pra mim, e riu.

É, pelo menos a minha mãe eu tinha acordado...

Eis que ela pergunta: “Você sabe o que você gritou dormindo hoje de manhã?”

É, não tinha escapatória... “Sim. Palmito...” – e me apressei a explicar logo o porquê do berro, antes que ela tirasse sarro de mim. Não adiantou. Eu terminei de contar, ela começou a rir mais.

Sabe como é – ninguém fica de bom humor logo que levanta. Ela tava querendo me provocar. Eu perguntei o que acontecia, e ela disse:

“Sabe o que é mais engraçado? Fazia uns cinco minutos que eu tinha acordado e estava deitada na cama, pensando no que fazer de janta hoje. Daí pensei numa torta, mas não conseguia pensar numa torta do quê. E fiquei lá, pensando do que poderia ser o recheio, e de repente ouço você gritando “PALMITOOOOO” “. 

Eu “O.o”. 

Não sabia o que pensar. Não sabia se ficava brava com minha mãe, pela força do pensamento dela ter esfumaçado meu sonho e me feito esguelar como uma ensadecida, ou se ficava assustada, pelo mesmo motivo. Refleti... 

“Telepatia”.

Sei que foi a prova pra mim de que telepatia existe, porque minha mãe não havia demonstrado vontade, nem idéia de fazer a tal da torta anteriormente.

E sei que naquele domingo, na janta daquele domingo, eu comi torta de palmito!

6 comentários:

  1. Hahahaha! Eu lembro dessa história!

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  2. Sorry... mas eu não resisto!

    ***rindo incontrolavelmente***

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  3. Não me aguento de tanto rir!!!

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  4. Não me aguento de tanto rir!!!

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  5. Podem acreditar, pois isso foi verdade! Já contei essa história várias vezes e as pessoas me olham com cara de dúvida. Não importa eu e a Helô sabemos que nos comunicamos mentalmente e isso é o que importa!!!!

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